Câmara de Lisboa aponta rede de refúgios climáticos para ajudar a enfrentar onda de calor

Câmara de Lisboa aponta rede de refúgios climáticos para ajudar a enfrentar onda de calor

A Câmara de Lisboa solicitou à Polícia Municipal e ao Regimento de Sapadores Bombeiros a elevação do grau de prontidão e resposta operacional, com o reforço de meios operacionais e maior prevenção. Em causa está o alerta vermelho por causa das temperaturas altas acionado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) já a partir da meia noite no distrito de Lisboa.

Arlinda Brandão - RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa

Enquanto acompanha e avalia a situação, numa nota escrita enviada à rádio pública, a autarquia lembra que existe uma rede de refúgios climáticos locais na cidade em que existem condições para enfrentar esta onda de calor: esta rede é constituída por jardins, parques, espaços verdes e equipamentos culturais onde é possível encontrar ambientes mais frescos e confortáveis.

É o caso de vários equipamentos culturais e bibliotecas, que disponibilizam ambientes interiores confortáveis e protegidos durante os períodos de maior calor como a Biblioteca Palácio Galveias, Biblioteca Penha de França, a Biblioteca de Marvila, a Biblioteca de Belém, o MUDE - Museu do Design, Casa dos Bicos, o Museu do Fado, o Cinema São Jorge; entre muitos outros locais.

Integram igualmente esta rede de refúgios climáticos da cidade: o Parque Florestal de Monsanto, a Mata de S. Domingos, o Parque Verde de Carnide, o Jardim do Príncipe Real, o Jardim do Torel, a Avenida da Liberdade, a Tapada das Necessidades, o Jardim do Campo Grande, o Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles; estes são alguns dos exemplos de jardins e espaços verdes.

A Câmara de Lisboa recomenda também aos Serviços Municipais e às Juntas de Freguesia que, sejam adotadas e divulgadas as ações necessárias para evitar junto da população os problemas associados ao calor.

Outra medida já tomada levou a que o Festival de música Lisb-On não se vá realizar no Parque Florestal de Monsanto no próximo fim de semana como inicialmente estava previsto. O Festival arranca sexta-feira noutro local, no Jardim do Parque Eduardo VII.

A decisão foi tomada pelas autoridades devido às temperaturas excecionalmente elevadas previstas para sexta e sábado, 3 e 4 de julho.

A autarquia está a acompanhar a situação e a avaliar outras medidas necessárias, em especial para proteger a população mais vulnerável, é o caso dos idosos, das crianças, das pessoas sem abrigo e de quem não tem acesso em casa a sistemas de climatização.
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